quinta-feira, 6 de junho de 2013

DAISAKU IKEDA

Daisaku Ikeda, terceiro presidente da Soka Gakkai, desenvolveu uma das maiores associações budistas do mundo. Com base na tradição de 700 anos de idade do Budismo de Nitiren Daishonin, o movimento é caracterizado por sua ênfase no envolvimento e empoderamento social e individual para alcançar paz, cultura e educação. Destacando do ensinamento de Sakyamuni o Sutra de Lótus, como parte principal em que devemos focar.
Quinto filho de um casal de beneficiadores de algas marinhas, Ikeda nasceu em 1928. Ainda pequeno, seu país natal enfrentou a Segunda Grande Guerra e vivenciou a dor da perda, quando teve arrancados de sua vida, seus quatro irmãos mais velhos no campo de batalha. Sua experiência de vida e desejo de viver em um mundo pacífico o levaram a abraçar o humanismo, que o leva a tornar-se atuante discípulo e mais tarde líder da Soka Gakkai, ampliando sua atuação por todo o mundo.
A longevidade e juventude, qualidades que poderiam ser consideradas paradoxais, são características marcantes desse ser humano que dedica sua vida à luta pela paz em todo o mundo através da fundação de uma série de instituições de pesquisa cultura, educação e paz em todo o mundo como, como a Associação de Concertos Min-On, o sistema educacional Soka, o Museu de Arte Fuji de Tóquio, o Centro de Projetos e Estudos Ambientais da Amazônia (CEPEAM), entre outros empreendimentos, cuja importância tem recebido o reconhecido em todo o mundo. Sua experiência e conhecimento adquiridos ao longo dos anos são compartilhados com todos aqueles que desejam conhecer um pouco mais do Budismo de Nitiren, da Soka Gakkai ou deste Mestre, tão querido por budistas de todo o mundo.
Fontes: www.daisakuikeda.org http://www.bsgi.org.br/noticia/82/ http://www.bsgi.org.br/media/release_daisaku_ikeda.pdf

domingo, 19 de setembro de 2010

Bloco Monarca

fonte: suplemento do jornal Brasil Seikyo, edição nº 2.052, 18 de setembro de 2010

Somos monarcas, atingimos nossos objetivos e continuaremos lutando em prol do kossen Rufu!

sábado, 21 de agosto de 2010

Ano Internacional da Biodiversidade - 2010

Biodiversidade é o nome que se dá para a riqueza e a variedade do mundo natural como as plantas, os animais e os microrganismos que fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.
A Assembléia Geral das Nacões Unidas declarou o ano de 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade, com o propósito de aumentar a consciência sobre a importância de sua preservação em todo o mundo.
Conhecer a biodiversidade de sua cidade, região e país; fazer escolhas de consumo responsável  e apoiar atividades e organizações que conservam a biodiversidade faz toda a diferença para a preservação dessa riqueza natural.
(suplemento do jornal Brasil Seikyo, edicao n 2.047, 14 de agosto de 2010)

Amazônia

A magia da floresta

Fonte: Suplemento do jornal Brasil Seikyoed 2047, 14/08/2010

Cercada por muitos mitos e lendas, ela é a maior floresta tropical do mundo. Um território de 6,6 milhões de quilômetros quadrados que abrange nove países da América do Sul. Em solo brasileiro ficam 65% da floresta, um total de 4 milhões de km², quase 50% do território nacional, localizado nos Estados do Amazonas, Pará, Roraima, Amapá, Acre, Rondônia e Tocantins, mais Mato Grosso e metade do Maranhão. Isso tudo forma um grande mosaico de paisagens e ecossistemas, compostos de planaltos, depressões, montanhas, terrenos alagados e de terra firme, rios de todos os tamanhos, água de todas as cores, ácidas e alcalinas, florestas úmidas e secas, savanas, pântanos e manguezais constituindo vários sistemas em um só.

Talvez, você esteja se perguntando... o que tem isso a ver com um blog budista?

"O princípio budista da unicidade da vida e seu ambiente nos ensina que a humanidade e o mundo natural são um só. É por essa razão que, se desejamos proteger o meio ambiente, devemos transformar e purificar os três venenos da avareza, ira e estupidez que existem na vida das pessoas. O princípio da revolução humana exposto pela SGI enfoca exatamente isso: a transformação interior do nível mais fundamental."  Daisaku Ikeda
(Brasil Sikyo, n 1.815, 15/10/2005 p. A3)

Rio Amazonas

Fonte: suplemento do jornal Brasil Seikyo, ed 2047, 14/08/2010

Rio Amazonas

Quando as escuras águas do rio Negro encontram-se com as águas de cor leitosa do rio Solimões formam o grandioso rio Amazonas, o maior rio do mundo. As águas dos dois rios correm por vários quilômetros sem se misturarem, numa espetacular obra de arte natural. A nascente localizada num pico seco e frio, próximo ao Pacífico, a 5.300m de altitude, inicia sua correnteza como uma lâmina d'agua. Antes de começar a sua longa trajetória, ele vacila, corre em várias direções e chega a desenhar uma curva, como se quisesse encurtar o caminho. Ao virar-se subitamente ao Leste, inicia a mais longa viagem de um rio na Terra. São 6.850km até desaguar do outro lado do continente.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Gongyo - Tradução para Português

Todas as manhãs e todas as noites, recitamos o Gongyo. Um texto em Sânscrito e Chinês, que representa o grande ensino. É recitado por sua grande importância, e venerado como tesouro que é para nós. Como acho importante mais que simplesmente recitar, saber o que está recitando, aí vai a tradução:

Myoho-renge-kyo
 Sutra de Lótus

Ho-ben-pon-dai-ni
  Capítulo Hoben (Meios)





"Niji sesson. Ju sanmai.Anjo ni ki. Go Sharihotsu. Sho-bu-ti-e. Jinjin muryo. Go ti-e mon. Nangue nannyu. Issai shomon. Hyaku-shi-butsu. Sho-fu-no-ti. "

Nesse momento, o Buda levantou-se serenamente de sua meditação e dirigiu-se a Sharihotsu, dizendo: "A sabedoria dos budas é infinitamente profunda e imensurável. O portal dessa sabedoria é difícil de compreender e de transpor. Nenhum dos homens de erudição ou de absorção é capaz de compreendê-la.

"Sho-i sha ga. Butsu zo shingon. Hyaku sen man noku. Mushu sho butsu. Jin gyo sho- butsu. Muryo doho. Yumyo shojin. Myosho fu mon. Joju jinjin. Mi-zo-u-ho. Zui gui sho setsu. Ishu nangue."

Qual é a razão disso? Um buda é aquele que serviu a centenas , a milhares, a dezenas de milhares, a incontáveis budas e executou um número incalculável de práticas religiosas. Ele empenha-se corajosa e ininterruptamente e seu nome é universalmente conhecido. Um Buda é aquele que compreendeu a Lei insondável e nunca antes revelada, pregando-a de acordo com a capacidade das pessoas, ainda que seja difícil compreender a sua intenção.

"Sho-i-sha-ga. Nyo-rai-ho-ben. Ti-ken-ha-ra-mi-tsu. Kai-i-gu-soku"

Qual a razão disso? A razão está no fato de o Buda ser plenamente dotado dos meios e do paramita da sabedoria.

"Shari-hotsu. Nyo-rai-ti-ken. Ko-dai-jin-non. Mu-ryo-mu-gue. Riki..Mu-sho-i.Zen-jo. Gue-da. San-mai. Jin-nyu-mu-sai.Jo-ju-i-sai. Mi-zo-u-ho."

Sharihotsu, a sabedoria do Buda é ampla e profunda. Ele é dotado de imensurável benevolência, ilimitada eloqüência, poder, coragem, concentração, liberdade e samadhis (meditação), aprofundou-se no reino do insondável e despertou para a Lei nunca antes revelada.

"Shari-hotsu. Nyo-rai-no. Shu-ju-fun-betsu. Gyo-se-sho-ho. Gon-ji-nyu-nan. E-ka-shu-shin. Shari-hotsu.Shu-yo-gon-shi. Mu-ryo-mu-hen. Mi-zo-u-ho. Bu-shitsu-jo-ju."

Sharihotsu, o Buda é aquele que sabe como discernir e como expor os ensinos habilmente. Suas palavras são ternas e gentis e podem alegrar o coração das pessoas. Sharihotsu, em síntese, o Buda compreendeu perfeitamente a Lei ilimitada, infinita e nunca antes revelada.

"Shi-Shari-hotsu. Fu-shu-bu-setsu. Sho-i-sha-ga. Bu-sho-jo-ju. Dai-iti-ke-u. Nan-gue-shi-ho."

Chega, Sharihotsu! Não vou mais continuar pregando. Por quê? Porque a Lei que o Buda revelou é a mais rara e a mais difícil de compreender.

"Yui-butsu-yo-butsu. Nai-no-ku-jin. Sho-ho-ji-so. Sho-i-sho-ho. Nyo-ze-so. Nyo-ze-sho. Nyo-ze-tai. Nyo-ze-riki. Nyoze-sa. Nyo-ze-in. Nyo-ze-en. Nyo-ze-ka. Nyo-ze-hô Nyo-ze-hon má-ku-kyo-tô"

A verdadeira entidade de todos os fenômenos somente pode ser compreendida e partilhada entre os budas. Essa realidade consiste de aparência, natureza, entidade, poder, influência, causa interna, relação, efeito latente, efeito manifesto e consistência do início ao fim.


Capítulo Juryo (parte Jiguague):

My0ho rengue kyo
Sutra de lótus
Nhorai Julhohon
capítulo Juryo (parte Jiguague)
Daijuroku
Revelação da Vida Eterna do Buda

"Ji-ga-toku-bu-rai. Sho-kyo-sho-ko-shu. Mu-ryo-hyaku-sen-man. Oku-sai-a-so-gui.Jo-se-po-kyo-ke. Mu-shu-oku-shu-jo.Ryo-nyu-o-butsu-do. Ni-rai-mu-ryo-ko."

Desde que atingi o estado de Buda, infindáveis asamkhya de kalpas transcorreram. Constantemente venho pregando, ensinando e propagando a Lei a milhares de seres vivos. Fazendo com que entrem no Caminho do Buda, e tudo isso durante intermináveis kalpas.

"I-do-shu-jo-ko. Ho-ben-guen-ne-han. Ni-jitsu-fu-metsu-do. Jo-ju-shi-se-po. Ga-jo-ju-o-shi. I-sho-jin-zu-riki. Ryo-ten-do-shu-jo. Sui-gon-ni-fu-ken."

Como um meio hábil aparento entrar no nirvana para salvar todas as pessoas. Mas, na realidade, não entro em extinção. Sempre estou aqui ensinando a Lei. Sempre estou aqui. Porém, devido ao meu poder místico as pessoas de mentes distorcidas não conseguem me ver mesmo quando estou bem perto delas.

"Shu-ken-ga-metsu-do. Ko-ku-yo-sha-ri.Guen-kai-e-ren-bo. Ni-sho-katsu-go-shin. Shu-jo-ki-shin-buku. Shiti-jiki-i-nyu-nan.I-shin-yo-ken-butsu Fu-ji-shaku-shin-myo. Ji-ga-gyu-shu-so. Ku-shutsu-ryo-ju-sen."

Quando essa multidão de seres vê que entrei no nirvana, consagra muitas oferendas às minhas relíquias. Todos abrigam o desejo único e ardente de contemplar-me. Quando esses seres realmente se tornam fiéis, honestos, justos e de propósitos pacíficos, quando ver o Buda é o seu único pensamento, não hesitando mesmo que isso custe a própria vida, então, eu apareço junto à assembléia de discípulos sobre o Sagrado Pico da Águia.

"Ga-ji-go-shu-jo. Jo-za-shi-fu-metsu. I-ho-ben-ri-ko. Guen-u-metsu-fu-metsu. Yo-koku-u-shu-jo. Ku-gyo-shin-gyo-sha.Ga-bu-o-hi-tyu.I setsu-mu-jo-ho. Nyo-to-fu-mon-shi.Tan-ni-ga-metsu-do. Ga-ken-sho-shu-jo. Motsu-zai-o-ku-kai. Ko-fu-i-guen-shin. Ryo-go-katsu-go. In-go-shin-ren-bo. Nai-shutsu-i-se-po."

Nesse momento, digo à multidão de seres: Eu sempre estou aqui, jamais entro em extinção.No entanto, como um meio hábil, algumas vezes aparento entrar no nirvana. E outras vezes, não. Quando em outras terras há seres que desejam respeitosa e sinceramente crer, então eu também, junto a eles, pregarei esta Lei insuperável. Porém, não compreendendo minhas palavras, todos aqui insistem em pensar que eu morri. Quando vejo os seres afogados em um mar de sofrimentos eu não me exponho, para dessa forma fazer com que anseiem contemplar-me. Então, quando seu coração se enche de ansiedade, finalmente apareço e ensino a Lei para eles.

"Jin-zu-riki-nyo-ze. O-a-so-gui-ko. Jo-zai-ryo-ju-sen. Gyu-yo-sho-ju-sho.Shu-jo-ken-ko-jin. Dai-ka-sho-sho-ji. Ga-shi-do-an-non. Tem-nin-jo-ju-man. On-rin-sho-do-kaku. Shu-ju-ho-sho-gon. Ho-ju-ta-ke-ka. Shu-jo-sho-yu-raku. Sho-tem-gyaku-tem-ku.Jo-as-shu-gui-gaku. U-man-da-ra-ke. San-butsu-gyu-dai-shu."

Assim são meus poderes místicos. Por asamkhya de kalpas, sempre estive no Pico da Águia e em muitos outros lugares. Enquanto os seres presenciam o final de um kalpa e tudo é consumido em chamas, esta minha terra permanece segura e tranqüila, sempre cheia de seres humanos e seres celestiais. Vários tipos de gemas adornam seus corredores e pavilhões, jardins e bosques. Árvores preciosas dão flores e frutos em profusão, sob as quais os seres vivem felizes e tranqüilos. As divindades fazem repicar os tambores celestiais interpretando, sem cessar, a música mais diversa. Uma chuva de flores de mandara cai, espalhando suas pétalas sobre o Buda e a grande assembléia.

"Ga-jo-do-fu-ki. Ni-shu-ken-sho-jin. U-fu-sho-ku-no. Nyo-ze-shitsu-ju-man Ze-sho-zai-shu-jo.I-aku-go-in-nen.Ka-a so-gui-ko.Fu-mon-san-bo-myo."

Minha terra pura é indestrutível, porém, a multidão a vê consumir-se em chamas, mergulhada em sofrimentos, angústia e temor. Esses seres devido a suas várias ofensas e causas provenientes de suas más ações, passam asamkhya de kalpas sem escutar o nome dos três tesouros.

"Sho-u-shu-ku-doku. Nyu-wa-shiti-jiki-sha.So-kai-ken-ga-shin. Zai-shi-ni-se-po.Waku-ji-i-shi-shu. Setsu-butsu-ju-mu-ryo. Ku-nai-ken-bu-sha. I-setsu-butsu-nan-ti."

Mas os que praticam os caminhos meritórios, que são nobres e pacíficos, corretos e sinceros, todos me vêem aqui em pessoa, ensinando a Lei. Às vezes para essa multidão exponho que a duração da vida do Buda é imensurável; e para aqueles que o vêem somente após um longo tempo exponho o quanto é difícil encontrar-se com ele.

"Ga-ti-riki-nyo-ze. E-ko-sho-mu-ryo. Ju-myo-mu-shu-ko. Ku-shu-go-sho-toku. Nyo-to-u-ti-sha. Mo-to-shi-sho-gui. To-dan-ryo-yo-jin. Butsu-go-ji-pu-ko."

O poder de minha sabedoria é tamanho que seus raios iluminam o infinito. Minha vida, extensa como incontáveis kalpas, é resultante de uma prática muito longa. Homens de sabedoria, não abriguem nenhuma dúvida sobre isso! Livrem-se das dúvidas definitivamente, pois as palavras do Buda são sempre verdadeiras.

"Nyo-i-zen-ho-ben. I-ji-o-shi-ko. Jitsu-zai-ni-gon-shi. Mu-no-se-ko-mo. Ga-yaku-i-se-bu. Ku-sho-ku-guen-sha."

O Buda é como um excelente médico que se vale de meios hábeis para curar seus filhos iludidos. Embora na realidade esteja vivo, anuncia que entrou no nirvana. Porém, ninguém pode acusá-lo de mentiroso. Eu sou o pai deste mundo e salvo aqueles que sofrem e os que encontram aflitos.

"I-bon-bu-ten-do. Jitsu-zai-ni-gon-metsu.I-jo-ken-ga-ko. Ni-sho-kyo-shi-shin. Ho-itsu-jaku-go.yoku. Da-o-aku-do-tyu. Ga-jo-ti-shu-jo. Gyo-do-fu-gyo-do. Zui-o-sho-ka-do. I-se-shu-ju-ho."

Devido à ilusão das pessoas, apesar de eu estar vivo, anuncio que entrei no nirvana. Pois se me vissem constantemente, a arrogância e o egoísmo tomariam conta de seu coração. Ignorando as restrições, entregariam–se aos cinco desejos, e cairiam nos maus caminhos da existência. Estou sempre ciente de que são as pessoas que praticam o Caminho e as que não o praticam, e, em resposta às suas necessidades de salvação ensino-lhes várias doutrinas.

"Mai-ji-as-ze-nen.I ga-ryo-shu-jo. Toku-nyu-mu-jo-do. Soku-jo-ju-bu-shin."

Medito constantemente: como posso conduzir as pessoas ao caminho supremo e fazer com que adquiram rapidamente o corpo de um Buda?














Gosho - Itai Doshin

Itai Doshin -> Diferentes corpos, uma única mente

"Apesar de numerosos, os japoneses terão dificuldades em realizar algo, pois estão divididos em espírito. Em contraste, embora Nitiren e seus discípulos sejam poucos em número, por serem diferentes em corpos, mas unidos em mente, eles definitivamente contretizarão, sem falta, a grande missão de propagar amplamente o Sutra de Lótus. Apesar de as maldades serem numerosas, não prevalecerão ante uma única grande verdade (ou bem), assim como várias labaredas vorazes são extintas por uma única chuva torrencial. Esse princípio também é verdadeiro em relação a Nitiren e seus seguidores."

As Escrituras de Nitiren Daishonin, vol. 4, pág 91 (Explanação do Presidente Ikeda, Terceira Civilização, edição nº 495, novembro de 2009, apud Brasil Seikyo, edição nº024, Caderno de Estudo, B1)

Como você pode ver, o Itai Doshin, representa uma ação unificada a fim de se alcançar um objetivo comum. Do ponto de vista religioso, significa todos unidos em prol de um objetivo, no Budismo Nitiren, usamos muito esse princípio para realizar o kossen rufu (propagação dos ensinos), porém não nos limitando a este. O objetivo principal é atingir a iluminação, é um objetivo individual, porém, alcançado através da prática do Itai Doshin, já que não abandonamos uns aos outros nessa busca. Apesar de todos sermos diferentes, com diferentes estilos de vida, níveis de fé e compreensão da prática, temos um objetivo comum, que nos une em um momento que é a nossa "prática principal" . É impossível, quando não estamos ligados espiritualmente uns aos outros, compreender as escolhas e atitudes das outras pessoas em relação à sua vida pessoal, trabalho e outras questões. Porém, quando nos ligamos espiritualmente compreendemos que todos buscamos a felicidade por um só caminho, que nos une, e que evidencia essa união no momento em que oramos juntos. Essa união é o que de fato constitui nossa força, tanto para a propagação dos ensinos, como para alcançar a iluminação.
O momento da oração é o mais importante, porém, há outros momentos, como o de estar perto uns dos outros fisicamente, ouvir, deixar que chore e se lamente por um instante, fortalecermos nossos corações através também do afeto e da compreensão. Lembrarmos uns aos outros, que no budismo nao podemos lamentar e reclamar, e sim, mudar nossa realidade através de ações diárias...mas isso é um outro assunto, que ficará para o próximo post.
Um abraço a todos e nam-mioho-rengue-kyo!!!